Calculadora de calorias

Estime quanto você gasta por dia, quanto comer para o seu objetivo e como dividir esse total entre proteína, gordura e carboidrato. O cálculo usa as equações de referência para adultos, e a página explica o que cada número significa e onde ele erra.

Sobre você

Sexo biológico

A equação usa este campo porque massa magra e gasto energético diferem em média entre os dois grupos. É o sexo atribuído ao nascer, não identidade de gênero.

anos
cm
kg
Nível de atividade física
Seu objetivo
Sei meu percentual de gordura corporal
%

Com este dado o cálculo troca para a equação de Katch-McArdle, que parte da massa magra e costuma acertar mais. Só preencha se veio de bioimpedância, adipômetro ou DEXA — estimativa a olho piora o resultado.

Preencha os campos ao lado

O resultado aparece aqui assim que os dados estiverem completos.

O cálculo acontece dentro do seu navegador. Nenhuma medida é enviada para nossos servidores nem fica guardada.

Este resultado é uma estimativa educativa e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista, que considera histórico, exames e contexto que nenhuma fórmula enxerga.

De onde vem o gasto diário

Praticamente tudo que você gasta num dia está no metabolismo basal: a energia que o corpo consome apenas para funcionar — coração batendo, rins filtrando, temperatura mantida, células se renovando. Em pessoas sedentárias, é algo entre 60% e 70% do total.

O resto se divide entre três parcelas. A digestão consome energia para processar o que você come, algo em torno de 10% do consumo diário, com a proteína custando bem mais que os outros macronutrientes. O exercício estruturado entra em seguida. E há o gasto de tudo que não é treino: andar, subir escada, gesticular, ficar em pé, essa espécie de inquietação de fundo que varia enormemente de pessoa para pessoa.

É essa última parcela que faz duas pessoas do mesmo peso, altura e idade gastarem valores bem diferentes — e é exatamente a que nenhum questionário de cinco opções consegue medir direito.

A equação usada aqui

O metabolismo basal é estimado pela equação de Mifflin-St Jeor, publicada em 1990. Entre as equações preditivas de uso corrente, é a que apresenta melhor desempenho em adultos, e é a recomendada pela Academy of Nutrition and Dietetics. A equação de Harris-Benedict, de 1919, ainda circula em muitos sites, mas superestima o gasto em populações contemporâneas.

Quando você informa o percentual de gordura corporal, o cálculo troca para a equação de Katch-McArdle, que parte da massa magra em vez do peso total. Quando a composição corporal é medida de verdade, ela explica o gasto melhor — mas só faz sentido com um número vindo de bioimpedância, adipômetro ou DEXA. Um palpite piora o resultado em vez de melhorá-lo.

Sobre o gasto basal aplica-se o fator de atividade, e é aí que mora a maior parte do erro. A escala de 1,2 a 1,9 é uma aproximação grosseira por natureza. Se você está entre duas descrições, escolher a menor e ajustar depois costuma dar menos trabalho do que o contrário.

Déficit, superávit e o ritmo real

O ajuste para emagrecer ou ganhar peso é aplicado como percentual do gasto, e não como um valor fixo em calorias. A razão é simples: 500 kcal a menos são um corte moderado para quem gasta 3 000 e um corte severo para quem gasta 1 600. A mesma proporção trata os dois casos com justiça.

A projeção de quilos por semana usa a regra clássica de 7 700 kcal por quilo de tecido corporal. Ela é útil para as primeiras semanas e enganosa depois: conforme o peso cai, o gasto cai junto, e o mesmo prato passa a produzir um déficit menor. Perda que desacelera não é falha de disciplina nem metabolismo "travado" — é aritmética.

O teto de déficit oferecido aqui é 20%. Cortes mais agressivos aumentam a perda de massa magra sem acelerar proporcionalmente a perda de gordura, e derrubam a adesão. Abaixo de 1 200 kcal para mulheres e 1 500 kcal para homens, a calculadora eleva o alvo e avisa: nessa faixa, fechar as necessidades de vitaminas e minerais fica difícil, e o acompanhamento passa a ser clínico.

Como a divisão de macros é feita

A proteína é definida primeiro, em gramas por quilo, porque é a única com alvo absoluto bem estabelecido: por volta de 1,6 g/kg sustenta o ganho de massa muscular, e cerca de 2,0 g/kg em déficit é o que melhor preserva massa magra enquanto o peso cai.

Ela é calculada sobre um peso de referência, não sobre o peso da balança. Quando o peso atual está acima da faixa adequada para a altura, a conta usa o topo dessa faixa — tecido adiposo não demanda proteína como músculo, e usar o peso total inflaria o alvo sem benefício algum.

A gordura vem em seguida, com 25% das calorias, no meio da faixa habitualmente recomendada de 20% a 35%, e com um piso por quilo para não cair a níveis que comprometeriam absorção de vitaminas lipossolúveis e produção hormonal. O carboidrato fica com o que sobra — o que garante que a soma feche exatamente o alvo.

A fibra sugerida segue a referência de 14 g a cada 1 000 kcal, do Institute of Medicine.

Fatores de atividade

NívelQuando se aplica
Sedentário (1,2)Trabalho sentado, sem exercício regular.
Levemente ativo (1,375)Exercício leve de 1 a 3 dias por semana.
Moderadamente ativo (1,55)Exercício moderado de 3 a 5 dias por semana.
Muito ativo (1,725)Exercício intenso de 6 a 7 dias por semana.
Extremamente ativo (1,9)Trabalho físico pesado ou dois treinos por dia.

Perguntas frequentes

Quantas calorias eu preciso para emagrecer?

Menos do que você gasta — e o quanto menos define o ritmo, não o resultado. Um déficit de 10% a 20% do gasto total costuma ser o intervalo mais sustentável: perda consistente, fome administrável e preservação razoável de massa magra. A calculadora mostra os três ritmos e o alvo de cada um.

A estimativa é precisa?

É uma estimativa, e ela erra. Equações preditivas ficam tipicamente dentro de 10% para mais ou para menos do gasto real de uma pessoa específica, e o fator de atividade acrescenta o próprio erro. Use o número como ponto de partida: siga-o por duas ou três semanas, acompanhe o peso e ajuste em 100 a 200 kcal conforme o que a balança mostrar. Essa correção vale mais que qualquer equação.

Preciso contar calorias para emagrecer?

Não. O déficit é o que faz o peso cair, mas contar é apenas uma das formas de chegar nele — e não é a melhor para todo mundo. Muita gente atinge o mesmo resultado ajustando porções, priorizando proteína e alimentos de maior volume e menor densidade calórica, ou simplesmente cortando bebidas calóricas. Contar ajuda quem quer precisão e atrapalha quem tem histórico de relação difícil com comida.

Posso comer menos de 1 200 calorias por dia?

Não por conta própria. Abaixo desse patamar fica muito difícil montar um cardápio que feche ferro, cálcio, vitaminas do complexo B e os demais micronutrientes, e o risco de perder massa magra cresce. Dietas de muito baixa caloria existem e têm indicação, mas são conduta clínica, com acompanhamento e exames. Por isso a calculadora eleva o alvo em vez de devolver o número.

Quanta proteína por dia?

Para quem treina buscando massa muscular, algo em torno de 1,6 g por quilo de peso corporal cobre a maior parte do benefício, com a faixa de consenso indo até cerca de 2,2 g/kg. Em déficit calórico, ficar na parte alta dessa faixa ajuda a preservar músculo enquanto o peso cai. Para quem não treina, as necessidades são bem menores.

Meu metabolismo pode travar?

Travar, não. Desacelerar, sim — e isso é esperado. Um corpo menor gasta menos, e há uma redução adicional do gasto que acompanha o déficit prolongado. O efeito é real, mas modesto, e não anula um déficit bem conduzido. O que costuma explicar a estagnação é mais simples: o gasto caiu junto com o peso e o prato não foi recalculado.